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A construção do povo brasileiro

 

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Não podemos dizer que o povo brasileiro é culto ou letrado. Cerca de 14 milhões de brasileiros são analfabetos(dados de 2010) e se contar os analfabetos funcionais, aqueles que nem tem o domínio básico da língua podemos chegar perto dos 60% da população brasileiro semi-analfabetizados.

Mas não será esse post que falarei mais da educação brasileira no geral, falarei de uma parte importante para a construção da identidade cultural que é grande parte negligenciada: A história da formação e construção da nossa identidade.

Os Indígenas

Uma parte da história brasileira que quase sempre é ignorada é a história do índio. O índio desde a chegada de Cabral em 1500, foi visto como primitivo e ignorante perante a civilidade europeia. Nós esquecemos que cada povo indígena tinha seus deuses e costumes, esquecemos que o hábito de tomar banho todos os dias veio do costume indígena.

O principal povo indígena no Brasil, é o Tupi-Guarani, que anteriormente ocupava grande parte do litoral brasileiro, indo do Rio Grande do Sul e chegando até ao amazonas. Fora do Brasil, se espalhavam pelo Paraguai e Bolívia.

   Na mitologia tupi, o deus dos raios, Tupã é considerado o pai de toda a criação. Tupã desceu dos céus com a deusa da Lua, Araci, e criou todas as coisas. O homem e mulher criados a partir de estátuas de argila com outros elementos da natureza foram Rupave e Sypave( significam pai dos povos e mãe do povos respectivamente). Os dois humanos tiveram muitas filhas e três filhos.

Os três filhos são:

Tumé Arandú: Um profeta e o homem mais sábio de todos, pai de Kerana.

Marangatu: Um líder generoso e benevolente .

Japeusá: Assemelha-se ao personagem Loki da mitologia nórdica. Japeusá sempre foi conhecido como aproveitador, mentiroso e trapaceiro, ao cometer suicídio renasce como caranguejo e por causa de seus feitos os caranguejos andam para trás.

Uma filha notável do casal foi Porâsý, que se sacrificou para se livrar de um dos sete monstros lendários. Os sete monstros lendários são filhos amaldiçoados, pela deusa  Araci, do casal Kerana e Tau. Os sete monstros divergem quanto o que cada um possuía e sua forma, mas sabe-se que os setes são a maior fonte de histórias do povo tupi.

O hábito de vida nas aldeias indígenas era coletivo. Algumas aldeias haviam paliçadas primitivas que defendiam a aldeia de inimigos. Eram povos que viviam numa vida coletiva, onde a comida e o espaço de habitação era divido entre todos. O líder, ou melhor o cacique era chefe cerimonial e espiritual da aldeia.

Os portugueses foram muito auxiliados pelos indígenas no começo, pois estes ensinaram quais plantas era alimentícias e quais eram venenosas além de mostrar seu modo de vida e sua aldeia. Nos primeiros anos de colonização foi muito praticado o escambo, ou seja os portugueses davam por exemplo espelhos e roupas e os índios forneciam animais silvestres e a madeira do pau-brasil.

Os índios brasileiros diferentes dos Incas, Astecas e Maias, não possuíam cidades, leis, escrita ou outro tipo de organização social complexa. Grande parte dos índios brasileiros viviam em aldeias que ficavam durante certo tempo em um local e depois abandonava-o. As aldeias era independentes e raramente se uniam, um caso raro foi a Confederação dos Tamoios, quando estes se aliaram contra o domínio português que planeja escravizar os indígenas e ainda os tratavam com indiferença.

Depois da colonização do litoral, grande parte dos índios que não tinham sido escravizados, foram para o interior do Brasil alguns encontraram durante certo tempo refúgio nas reduções jesuíticas. As reduções tiveram papel notável na catequização e na instrução dos índios brasileiros, as últimas reduções que resistiram foi os sete povos da missões no Rio Grande do Sul em 1756.

Na nosso língua, encontra-se palavras de origem e influência das mais de 100 línguas indígenas existentes no Brasil. Algumas palavras são muito familiar para nós. Exemplo de palavras de origem indígena: Paraíba, Sergipe, tatu, Tucunduva, abacaxi, lambari, piranha entre outras.

Quando as missões foram suspensas, os índios que moravam em regiões próximas de cidades e aldeias, foram assimilados mais rapidamente e outros fugiram para a Argentina ou para as matas. Hoje depois de muito marginalizado na sociedade brasileira, os índios começam a conquistar respeito e dignada que merecem, mesmo com os problemas nas demarcações de terras indígenas o processo de integração na sociedade continua.

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Os africanos

Desde o começo, nossa colonização foi de caráter exploratório para o enriquecimento da Metrópole. O governo português não precisava muito investir nas terras brasileiras e pode usufruir do clima ideal para o cultivo de gêneros tropicais.

Os indígenas não serviam como mão de obra, pois eram alvos de extermínios generalizados e de evangelização. A alternativa veio do continente negro. Os africanos eram mais fortes e resistentes contra doenças europeias, além de conhecerem como funcionava o trabalho nas lavouras.

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Vindos do centro e do sul do continente, os africanos vieram para nosso país a partir da metade do século XVI.

No continente africano havia escravidão em guerras tribais, onde os vencidos eram vendidos como escravos.

Os portugueses praticavam escambo ou comprovam os escravos em grandes quantidades.

Uma caravela portuguesa poderia caber até 500 escravos, onde todos eram presos até que a costa da África não fosse mais vista. Muitos escravos morriam de doenças ou por falta de alimentação adequada nos navios.

Chegando no Brasil eram vendidos e encaminhados para as fazendas de cana de açúcar, tabaco ou outras atividades como na pecuária e escravos domésticos. Povo difícil de ser dominado e de perder seus costumes, muitas vezes se refugiou em aldeias conhecidas como quilombos.

Um dos maiores quilombos do Brasil, foi o Quilombo dos Palmares, que no apogeu chegou a abrigar 20 mil pessoas. Nos quilombos, havia alguns escravos que eram capturados de fazendas vizinhas e forçados a trabalhar e outros eram submetidos à escravidão quando tentassem fugir do quilombo.

Muitos escravos morriam de tanto trabalhar e muitos de maus tratos pelos castigos corporais que seus mestres dessem. Em 1888 o combalido império libertou os escravos depois de meio século de leis que mascaravam parte do tráfico de escravos. Hoje existe milhões de pessoas descendentes de escravos e continuam a lutar contra séculos de discriminação e isolamento social.

Os costumes do ex-escravos, sua alimentação, sua língua e sua cultura influenciaram fortemente os costumes brasileiros especialmente no nordeste, onde há um maior número de descendentes de escravos.

As religiões afro tem milhares de seguidores, as mais conhecidas são o candomblé, umbanda, quimbanda e mais uma dezena de outras religiões de menor expressão. Muitas destas religiões são animistas e algumas acreditam até em vida após a morte. As religiões afro adicionaram elementos cristãos ou de outras religiões em seus cultos.

Na foto abaixo, um exemplo de salão onde se pratica o candomblé:

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A dança é um elemento a parte, pois seu ritmo envolvente e ritmado trouxe muitos adeptos de outras etnias e outros povos diferentes dos africanos. A maior expressão dessa dança é a capoeira, uma mistura de dança, arte-marcial e outros movimentos ritmados. A capoeira tem origens africana e indígena, que se mesclaram e criaram um arte de disciplina para o corpo e mente.

Um capoeirista, deve saber mesclar a música, os instrumentos e os movimentos para criar um jogo perfeito de dança e luta. Capoeira serve como uma ferramenta para criar disciplina, atenção e respeito.

Surgida nas fazendas de cana de açúcar, a capoeira servia como instrumento de autodefesa caso o negro fugisse de seu cativeiro. Começou a se espalhar  e chegou nos quilombos e nas cidades. A capoeira era uma segurança e uma esperança de liberdade em terras desconhecidas.

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A comida, principalmente nordestina, guarda traços dos costumes alimentares dos escravos. Comidas como: Acarajé, farofa, tapioca, feijoada( alguns contestam, sendo que para estes a feijoada dos escravos foi uma adaptação de um prato português), caruru e muitas outras.

Na nosso vocabulário há inúmeras palavras de origem africana, por exemplo: Acarajé, banguela, cachaça, cachimbo, búzio, fubá, macumba…. Toda uma mistura de palavras  e fusão de algumas transformou o linguajar da colônia portuguesa e continua ainda no Brasil moderno. Uma mistura que prova por si só que nosso país é diversificado em culturas, línguas e cores.

Os Portugueses

Motivos de inúmeras piadas os portugueses certamente mais que nos influenciaram, criaram o que viria a ser o sujeito brasileiro. Desde as caravelas de 1500, Portugal timidamente construiu no nosso país feitorias e vilas para a prática do comércio.

Depois de 1530, os portugueses começaram efetivamente ocupar o território brasileiro, dividindo ele em cerca de 15 regiões, onde cada nobre ou grupo de nobres iriam gerir. Esse sistema ficou conhecido como Capitanias Hereditárias, mas grande parte do atual território não era nosso.

Capitanias Hereditarias

 

Notou-se que a criação das capitanias falhou miseravelmente onde apenas duas capitais prosperaram: A Capitania de  Pernambuco e a Capitania de São Vicente.

Ambas capitanias tinha conseguido estabilizar a colônia, segurando os colonos e fazendo aliados indígenas.

A economia nas duas capitanias prósperas era baseada no cultivo da cana de açúcar, que já era o principal produto de exportação.

Os portugueses sofreram no início para se adaptar nas terras cheias de florestas úmidas, animais desconhecidos e índios que muitas vezes eram canibais.

Umas das primeiras coisas que os portugueses trouxeram para as terras brasileiras foi a religião. Até hoje o catolicismo se confunde com a história do povo brasileiro, a maioria da população até hoje é cristã. Foi até a proclamação da república em 1889 como religião oficial do Brasil.

Até o século XVI, o território brasileiro era o estipulado pelo Tratado de Tordesilhas e a população vivia no litoral em bolsões isolados. Grande parte da população ficava no nordeste e a capital da colônia portuguesa na américa era Salvador, sendo a população da região predominantemente uma miscigenação entre indígenas, portugueses e negros.

A língua geral paulista, foi usada por grande parte da população brasileira até a proibição desta por Marquês de Pombal no fim do século XVIII. A língua, foi uma variante criada pelos índios tupinambás com elementos da língua portuguesa que se espalhou rapidamente pela colônia e era mais utilizado do que o português em si.

O território brasileiro era pequeno se comparado a sua totalidade hoje. A expansão se deu pela ocupação informal e graças aos bandeirantes paulistas que buscavam no interior índios e metais preciosos. Graças ao Utti Possidetis( quem ocupa a terra é o dono), o limite das terras portuguesas se expandiram para grande parte do que é o Brasil atual, exceto alguns trechos no norte e no sul que seriam ao longo do século XIX e XX seriam resolvidos.

Em cidades como Ouro Preto, Salvador, Olinda, Goiás e entre outras, encontraremos marcos da arquitetura portuguesa, que foi variados estilos abrangendo de 1500 a 1822. A arquitetura portuguesa na colônia foi influenciada pelos movimentos artísticos que ocorriam na Europa, como o renascentista, maneirista, barroco, rococó e o neoclássico.

As maiores obras arquitetônicas que restam nos dias de hoje são as igrejas, muitas delas e outro monumentos tombados pelo Patrimônio Histórico.

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A literatura brasileira começou a carta de Pero Vaz de Caminha para o rei de Portugal,  Manuel I. No começo da nossa literatura a chamada literatura de informação, era para catequizar os índios. Essa literatura era escrita por padres, com historias, dados e peças. A maioria dos autores literários que residiam no Brasil, tinham descendência portuguesa e viajavam muito para o continente europeu para se instruir em faculdades.

Um grande erro dos portugueses no Brasil, foi a não criação de universidades e centros de ensinos. Enquanto as universidades já existiam na américa espanhola desde o século XVI, no Brasil só surgiu os primeiros centros com a vinda da família real portuguesa em 1808.

A maioria da população era analfabeta e somente os padres e a elite tinham algum tipo de estudo, pois a maioria estudava no continente europeu. Autores como Bento Teixeira, Pero Vaz de Caminha, Olavo Bilac e Casemiro de Abreu são escritores luso-portugueses. O primeiro autor nascido no Brasil e foi sendo o expoente máximo da literatura barroca foi o escritor Gregório de Matos.

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Até 1822, nossa literatura, arte, costumes e arquitetura era totalmente vindos a partir das tendências da metrópole portuguesa. Mas numa data peculiar o Brasil virou capital do Império Português: Em 1808 a corte portuguesa se muda para Brasil e a nova capital do império é Rio de Janeiros.

Com a chegada da família real portuguesa, surgiu o Banco do Brasil que era o primeiro banco da colônia. Além disso, foi criada toda uma infraestrutura administrativa e a criação das primeiras escolas de ensino superior. Como o Brasil era parte agora da capital portuguesa, o pacto que permitia somente o Brasil comercializar com Portugal, o chamado pacto colonial, foi quebrado.

Depois da queda de Napoleão na Europa, os que ficaram em Portugal exigiam a volta da corte portuguesa para lá e que o Brasil voltasse a ser uma simples colônia. A chamada Revolução do Porto que ocorreu em 1820 e que teve consequências tanto para Portugal como para o brasil. Dois anos depois em 1822, Pedro de Alcântara( futuro Dom Pedro I),  filho do rei de Portugal declarou a independência do Brasil.

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Nos tornamos independentes. Temos um imperador, religião oficial e costumes adotados desde que nos conhecemos como gente. O Brasil continuava dependente de Portugal em algumas questões econômicas e culturalmente éramos a grande Portugal do sul.

Precisávamos criar uma identidade e cultura brasileira, que deveria ser exportada, copiada e invejada. Tínhamos um imperador, cujo ancestrais e parentes mais próximos tinham tronos em outros países europeus. Uma Europa tropical era o Brasil, tirando as condições de vida, instrução, poder e industrialização.

O Brasil milagrosamente não se dissolveu em várias republiquetas como na américa espanhola, mas teve inúmeras tentativas de separação de regiões. Casos como a Revolução Farroupilha, Confederação do Equador, Conjuração Baiana e a Inconfidência Mineira, nos mostram que houve várias e várias tentativas de criação de outros estados independentes, mas milagrosamente o Brasil se manteve.

Fomos um país rural tempo demais e precisávamos nos industrializar. Um século de atraso em comparação a primeira revolução industrial, massa analfabeta e escravidão. A cana de açúcar estava em decadência e o nordeste empobrecia. No litoral havia gente em demasiado, e no interior e em estados mais frios poucas pessoas.

A capital do império era o Rio de Janeiro, onde o sudeste tinha agora maior influência no mercado nacional. O café começava a ofuscar a secular tradição e dominação do açúcar nordestino. Os engenhos em decadência e o fim da prosperidade do nordeste do país, muitos nordestinos migravam para fora dessa região e muitos outros sobreviviam como podiam no meio da caatinga e nas vilas dominadas por uma política brutal.

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O Brasil estava atrasado, e faltava mão de obra assalariada. Desde a independência do Brasil, chegou imigrantes. Pessoas de Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e de outro países europeus, largavam tudo o que tinham para tentar uma vida melhor nos trópicos. O Brasil não era muito atrativo até o fim da escravidão, em 1888.

A partir de 1888, milhares chegavam todos os anos, trazendo lembranças, medos e esperança. A maioria dos imigrantes foram para o sudeste ou para o sul do país. No sudeste havia indústrias que precisavam de mão de obra, e cafeicultores que precisavam de pessoas para colheitas cada vez mais grandes.

Em 1889, o Brasil vira uma república e a família real é expulsa do Brasil. A partir dessa data o Brasil passa por eventos que foram decisivos para nosso país e outros foram lamentáveis, por exemplo as vítimas da Guerra de Canudos ou de Contestado.

Muitas crises abalaram a jovem república. Os imigrantes europeus  ainda vinham para o Brasil, transformando regiões.

O sul do Brasil foi praticamente construído pelos imigrandes europeus, príncipalmente aos imigrantes da Alemanha e Italiano.

Nas cidades e em comunidades rurais, surgia um dialeto regional que misturava o alemão com portugues e italiano com portugues. Nas regiões de campos abertos no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, havia a figura do sujeito que cuidava do campo, um povo de origem ibérica com indígena. O gaúcho constituia e constitui até hoje uma figura imponente e tradicional na cultura sulista.

As fronteiras brasileiras que se estendiam por quase a metade da América do Sul, eram quase que sem habitantes, somente no sul havia uma maior massa populacional nas fronteiras. O norte do país era ainda mata virgem, tirando por bolsões de cidades que cresciam com o investimento e demanda da borracha.

Príncipalmente depois de 1950, começou a se incentivar a migração para o norte do país. Construída inúmeras ferrovias, cidades e príncipalmente rodovias, tentava conectar o norte do país ao resto dele. Construímos uma nova capital no meio do nada. O Brasil crescia em passos largos para uma ditadura.

A ditadura como foi dito já nesse texto, modificou o psicológico das pessoas. Desapareciam pessoas todos os dias, sem explicações. O medo era constante e a vontade era surprimida por este. A economia experimentava crises passageiras e em outras, um crescimento.

Os anos 60,70 e 80 foram três décadas onde a vontade do brasileiro foi ferida mortalmente e ainda não recuperamos ela. A ditadura acabou, elegemos presidentes e depomos um. O gigante soviética morria e o modelo de vida americano era regra geral para um país ser desenvolvido.

A classe média ganhou força e poder de compra, o brasileiro conseguia ter celulares, carros e casa própria mais facilmente. A economia cresce e nos tornamos a sexta maior economia do mundo, influente no continente e visto com bons olhos por grande parte do mundo.

Velhos preconceitos continuam, como o racismo, homofobia e o fanatismos religioso. Mas muito já foi conquistado e muito ainda há de ser conquistado. Estamos no começo de nossa nação. Uma nação que foi construída com sangue e suor de inúmeros povos, línguas e credos. Todos foram e continuam importantes.

O que o Brasil precisará para continuar agradável para todos os povos nos próximos 500 anos?

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3 Responses to “A construção do povo brasileiro”

  • Mylla says:

    Achei maravilhoso o teu texto, André. Eu fico realmente triste quando as pessoas tentam desqualificar alguns aspectos da cultura brasileira, como a capoeira, porque os aspectos geralmente desqualificados vêm dos ancestrais indígenas ou africanos. Deixamos de ser colônia tem quase dois séculos, mas nossa mentalidade é tão colonizada ainda, né? Só o que vem da Europa é bom, ou aceitável, ou civilizado, ou minimamente digno. :|

    Parabéns.

    :*

    http://hey-london.net

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  • Nair says:

    Acredito nas palavras do grande mestre Gilberto Freire, que disse certa vez que “…para mim, é impossível existir sem sonho. A vida na sua totalidade me ensinou como grande lição que é impossível assumi-la sem risco.” Que “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.” E que “ Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!” Por este motivo fico triste quando vejo que em nosso país parece haver uma vontade muito grande de que o povo , a nação continue ignorante. Dizem que aprender dói, mas dói também a ignorância, a falta de cultura e de conhecimento. Dói ver que a nação brasileira aceita o que alguns políticos fazem no Congresso em nome de todos nós, seus eleitores. Segundo o dicionário Aurélio, educação é o “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social”. Ver que a educação que deveria ser a ação de uma sociedade sobre o desenvolvimento do sujeito para ele poder agir em busca de objetivos coletivos, pensando num sujeito intelectual consciente das possibilidades e limitações, capaz de compreender e refletir sobre a realidade do mundo que o cerca, um transformador social capaz de ser solidário e respeitar as diferenças individuais.
    Cadê o sentido de incendiar mendigos, moradores de rua, indígenas, pobres e prostitutas? Cadê o sentido de agredirmos e humilharmos nossos iguais por não aceitarmos sua maneira de ser, sua cor ou sua opção sexual?
    Cadê nossa educação nestes momentos? Cadê nossa Constituição nestes momentos?
    Temos vergonha por não temos a roupa da moda, o carro da moda e esquecemos que a nossa moda deveria ser a de que todos deveríamos não apenas ter o direito à educação, mas também o que isto significa.

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  • of course you can …

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